segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ta tudo assim, tão diferente

É eu sei que no fundo você também lembra das coisas, ja tive provas disso, e olha que eu achei que você tivesse memória fraca, você ainda lembra, mas não é como antes, é mais como um deja vu, uma nostalgia, quem sabe, eram bons tempos, que talvez escorregaram entre os dedos, como água, como gelo... mas é como dizem, tempos mudam, pensamentos se transformam, e você nunca sabe o que vai acontecer, e foram varias vezes consecutivas, vi pessoas mudando na minha frente e não pude fazer nada, vi elas mudando e com isso fui perdendo um pouco da minha vida, um pedaço da história, que hoje ninguém mais lembra, o rumo se confundiu, se colidiu com os outros, e é tão ruim quando você perde a razão desse rumo, quando você perde os passos firmes, ou a pessoa que te deixava firme, melhor dizendo... por favor faça isso parar, faça a angustia passar, me abrace e sei lá, só faça isso parar...! é, você foi a melhor pessoa que eu já tive e eu simplesmente deixei escapar, como um papel que voa com o vento, não quero fazer isso de novo, não posso perder meu rumo, e eu sinto medo, só isso. talvez tudo que eu precise é que você pegue a minha mão e me diga que sempre vai estar aqui, que tudo vai ficar bem, mesmo que isso soe como uma linda mentira, apenas segure ela, não a deixe escapar, segure firme, e prometa que não vai soltar. 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

eu poderia te abraçar pra sempre, e ainda não teria sido tempo o bastante.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

acordo, apesar de ainda estar dormindo. contrariado, abro os olhos, mesmo com todo o universo ao meu redor conspirando para que eles se mantivessem fechados. e o sol, só de raiva, resolveu colorir todo e qualquer grão de poeira com o mais cruel dos amarelos, daqueles que te envergonham por ainda estar dormido numa tão bela manhã. esse amarelo te fura os olhos e te faz ver que nem sempre é bom implorar pra que a chuva acabe. tudo que eu queria era novamente mergulhar em lençois, fronhas e travesseiros do mais branco algodão, e voltar ao meu sonho do exato momento em que parei. momento sublime em que vi meu corpo desaparecer em fibras, não mais senti nada além de sangue fluindo por minhas veias e o toque frio das tuas mãos. não havia nada lá, além de fantasmas que sorriam. não saberia dizer. não saberia o que dizer. eu me esqueceria das palavras, das coisas, inclusive dessa necessidade involuntária que sinto de respirar toda vez que acordo. por quê é que eu não paro de respirar quando os lençóis me pegam emprestado de ti, quando perco o controle sobre mim? pra quê respirar? ou melhor, por que é que eu não tenho a opção de escolher quando, como e com que intensidade respirar? é tentando esclarecer um monte de dúvidas como essa que perco o controle sobre mim, acordado, por opção, quando já é hora de dormir. sabes como é dormir acordado? ver-se fazendo as coisas que tu normalmente fazes, só que sem ter esse controle, o livre arbítrio.

- beeshop
"muitas pessoas morrem com suas próprias canções, muitas vezes porque elas estão sempre se preparando para viver, antes deles se darem conta que o tempo já passou."

one tree hill