sexta-feira, 11 de março de 2011

perder, ganhar, deixar rolar

E pra falar bem a verdade, eu sei como isso termina, sei muito bem que não vai dar certo. Vamos ser realistas não é, foi assim que aprendi a ser, foi assim que você me fez ser, mas por mais que a realidade esteja ali estampada na cara, frente a frente comigo, olhando pra você, eu tento, porque eu sei que a sensação de poder ter, de poder sentir, aquele frio na barriga, e aquela adrenalina toda é muito mais forte que eu, e acabo não resistindo a tamanha vontade de te querer de novo. E te quero, te desejo, te sinto, e te tenho. Te tenho nem que seja por um instante, te tenho nem que seja por 5 minutos, te tenho por uma noite, ou duas, ou três, te tenho pra mim, te tenho perdido nos pensamentos, te tenho e te quero, me abraçando, me beijando, brincando com meus dedos, mexendo e remexendo em meus cabelos, colando seu corpo no meu. E depois, bom depois a gente não sabe, a gente espera, a gente insiste, talvez a gente quebre a cara, mas a gente continua ali, e é sempre assim. E é no meio de toda essa loucura, que os pensamentos, as vontades, os sentimentos, começam a se misturar, da aquela vontade de gritar, de chorar, de acabar com você, de despedaçar cada parte sua, de te amarrar a mim, de xingar, de brigar, de esperar, de inventar, de amar, de voltar, vontade de que dessa vez, tudo seja verdade. E ai o ciclo começa e recomeça e continua. Eu sei como começa, eu sei como termina, ou talvez só suponha, mas não faz diferença, no fundo é quase sempre a mesma coisa, com alguns detalhes diferentes, é torturante, mas ao mesmo tempo é tão bom, é tão bom porque tem eu e você juntos, é torturante porque tem eu e você separados, é confuso, é estranho, é intimidante, mas é melhor que qualquer coisa, você sabe, eu sei, é assim que é, e é assim que vai continuar sendo. Você e eu, juntos ou não. 

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